Os Desafios Missionários – 1

Os Desafios Missionários – Parte 1

Jo.6.5

…Onde compraremos pão, para estes comerem?

A forma como o evangelista João registrou a primeira multiplicação dos pães (João 6.1-12) nos revela que o nosso Salvador defrontou seus discípulos para com aquela multidão de mais de 15 mil pessoas famintas O senhor continua ainda hoje a nos desafiar. Trata-se de um desafio missionário, que se apresenta em três grandes dimensões.

O DESAFIO DA FOME

Aquela multidão descrita no Evangelho havia estado com Jesus durante todo o dia. Gente simples que estava aflita pela vinda do Messias. Depois de ouvirem o Mestre o dia todo tinham muita fome. Não sabiam que Jesus podia saciar-lhes também o desejo de comerem comida material, pois o Nazareno ainda não tinha multiplicado pães. Podemos imaginar mulheres pálidas; crianças choramingando pedindo algo para matar a fome; homens, com o estômago roncando, sem saberem o que fazer. Como terá sido esse quadro? Atualmente, o mundo está faminto. Faminto de alimento material, mas principalmente, de um alimento que os supermercados não vendem e nem os navios carregam. As pessoas têm uma fome extrema: de paz; de sentido para a vida; de amor; de justiça; de esperança; enfim, de salvação. O nosso salvador continua dizendo para nós o que disse aos seus doze obreiros: “daí-lhe vós de comer”! Vemos a fome em vários níveis. A mais perceptível é a fome física, que é fruto, em parte das intempéries naturais, e, muito mais ainda, acontece em função da injustiça social que vitima milhões de pessoas em todo o mundo. Infelizmente, milhares de nossos irmãos brasileiros sofrem com essa mais humilhante das dores. Outro aspecto famélico da condição do homem contemporâneo é a carência de justiça. Ela é difícil de ser definida, mas, como a luz, muito bem percebida quando sentimos falta dela. Quando olhamos para o caos da saúde pública, para as dificuldades de o pobre ter uma educação formal digna notamos o quanto este mundo é injusto. A má distribuição de renda é a vergonhosa fonte de injustiças legitimada. As pessoas têm fome por justiça. Também observamos que as pessoas estão famintas de paz. Querem sossego, querem tranqüilidade, mas não conseguem encontrar. Isso porque no mundo as coisas são adquiridas, alugadas, negociadas e a paz não é algo material. É um estado de espírito provindo d’Aquele que fez convergir em Si mesmo todo o suprimento de pacificação do universo. O problema é que os cristãos, os canais, que poderiam fazer chegar às pessoas esta paz nem sempre estão desobstruídos. Esse problema contribui para a fome de paz no mundo. Diante do desafio de saciar essas fomes, o povo se divide, em geral, em alguns grupos: uns acham que devemos lutar se preciso for com a força física para se produzir o que chamam de revolução social; outros são indiferentes por se acharem incapazes de fazer algo ou por pensarem que não têm qualquer responsabilidade com tais carências; há também aqueles que querem fazer algo, mas sentido-se impotentes param ante os desafios. Entretanto, é preciso ter equilíbrio sem ingenuidade para fazer com a ajuda d’Aquele que olha com compaixão para as multidões famintas. Dentre outros motivos, por isso, Paulo compara a igreja à lavoura. Não há razão de ser dela a não ser para o consumo. A igreja na terra ele tem um papel utilitário para os propósitos do Pai, que é o Sumo Lavrador. Para a alimentação daqueles que são Sua imagem e Semelhança que carecem de suprimento para o corpo, para a alma e para o espírito.

Continua…

Conferencista Nailton Alves

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Sobre o Autor

Esta Congregação faz parte da Igreja Assembléia de Deus do campo de Ribeirão Preto, que está sob a presidência do Pr. Antonio Silva Santana, nossa missão é levar a Palavra de Deus a todos os confins da terra.