Opovo de Israel gozava o privilégio especial da habitação de Deus no seu meio. Quando Davi levou a arca para Jerusalém, aquela cidade passou a ser a Cidade Santa, e representava a comunhão de Israel com o Senhor. Os fiéis celebravam esta comunhão, e sacerdotes justos conduziam o povo na adoração ao Senhor. O mesmo Deus que tirou os israelitas do Egito habitava em Jerusalém! O verdadeiro Deus de misericórdia, o Deus dos céus, mantinha uma relação especial com o povo de Israel. Os Salmos 130-134 completam a série de Salmos de degraus, e os próximos dois apresentam temas semelhantes sobre louvor do Deus que habita em Jerusalém. O último desta lição olha de um outro ponto de vista. É um Salmo de angústia expressando a lamentação do povo no cativeiro na Babilônia, longe de Jerusalém e sentindo saudades da Cidade Santa.
Salmo 130 Deus Perdoa Os que O Temem
- 1-2 O Salmista clama a Deus, esperando ser ouvido 3-4 Se Deus castigasse todos os pecados, ninguém sobreviveria; ele perdoa os que o temem (veja 1 João 1:7-9) 5-8 Deus é misericordioso para perdoar aqueles que esperam nele
Salmo 131 A Alma Encontra Sossego em Deus
- 1 O Salmista não se entrega ao orgulho 2 Ele acha calma no Senhor, como uma criança no colo da mãe 3 Israel deve esperar no Senhor
Salmo 132 A Aliança de Davi com Deus
- Este Salmo se refere à chegada da arca em Jerusalém, e ao desejo de Davi de preparar uma casa para Deus na cidade santa. Consiste em duas partes: as promessas de Davi a Deus (1-10) e as promessas de Deus a Davi (11-18). Compare 2 Samuel 7:1-17 1-10 As Promessas de Davi a Deus Davi não descansaria até preparar lugar para Deus (1-5) O povo trouxe a arca para Jerusalém para adorar a Deus (6-7) Davi pede para Deus entrar no seu lugar de repouso e não desprezar o louvor do povo (8,10) Para isso, ele entende que os sacerdotes e os fiéis precisam louvá-lo em justiça (9) 11-18 As Promessas de Deus a Davi Um descendente de Davi reinaria no seu trono (11) Se os seus descendentes fossem fiéis, Deus estabeleceria a dinastia de Davi (12) Deus escolheu Sião (o monte do templo) e pretendia habitar lá (13-14) Por sua presença, ele ia abençoar o povo (15) Ele vestiria os sacerdotes e daria motivo de alegria aos fiéis (16; veja 9) Ele exaltaria a força de seu ungido e o colocaria acima dos seus inimigos (17-18)
Salmo 133 A Abençoada Unidade de Irmãos
- 1 É bom viverem unidos os irmãos (veja 1 Coríntios 1:10; João 17:21) 2-3 A unidade dos irmãos é uma bênção que desce do céu 3 O Senhor oferece esta bênção para sempre
Salmo 134 Bendizer ao Senhor
- 1-2 Os que servem na Casa do Senhor devem bendizer o nome de Deus 3 Deus, o Criador do universo, abençoa os seus servos
Salmo 135 Louvor ao Deus de Israel
- 1-4 Deus merece louvor porque ele é bom para com o seu povo escolhido 5-7 Deus é grande! Ele domina todo o universo 8-12 Deus venceu os povos e deu a herança ao povo de Israel. Ele castigou o faraó do Egito (8-9), derrotou os reis no caminho para a terra (10-11) e expulsou os cananeus para dar sua terra a Israel (11-12) 13-14 Jeová é o eterno e verdadeiro Deus 15-18 Os ídolos são impotentes criaturas dos homens (compare 115:4-8) 19-21 Deus merece o louvor de seu povo. Aqui ele usa quatro termos para identificar os fiéis (compare 115:9-11 e 118:2-4): Casa de Israel (19), Casa de Arão (19), Casa de Levi (20) e “vós que temeis ao Senhor” (20)
Salmo 136 A Misericórdia de Deus
- Este Salmo de louvor repete o estribilho “porque a sua misericórdia dura para sempre” em cada um de seus 26 versículos. Entre essas linhas, apresenta uma linha contínua de louvor, começando com a existência e supremacia de Deus, passando pela criação, e terminando com um resumo da história de suas obras para com Israel, desde o êxodo até o período dos juízes. 1-4 Deus, o Senhor dos senhores, merece a gratidão do homem. No princípio, Deus (veja Gênesis 1:1) 5-9 Deus é o Criador do universo (“No princípio, criou Deus os céus e a terra” – Gênesis 1:1) 10-25 Deus demonstrara as suas grandes obras na história de Israel Na morte dos primogênitos (10; Êxodo 12) Na libertação dos israelitas das mãos dos egípcios (11-12; Êxodo 12-13) Na travessia do Mar Vermelho (13-14; Êxodo 14) Na derrota do exército do Egito no Mar Vermelho (15; Êxodo 14) Na passagem pelo deserto (16; Êxodo 15 em diante) Nas vitórias sobre reis como Seom e Ogue (17-20; Números 21) Na entrega de terras a Israel como herança (21-22; Josué) No livramento do povo de seus adversários (23-24; Juízes) Na alimentação de toda carne (25; a história do mundo) 26 Deus merece louvor, “porque a sua misericórdia dura para sempre”
Salmo 137 Os Cativos Lamentam a Destruição de Jerusalém
- Este Salmo se enquadra no período do cativeiro na Babilônia, provavelmente logo após a queda de Jerusalém em 586 a.C. Judeus no cativeiro lembram do templo em Jerusalém, e não sentem a vontade de cantar louvores na terra estranha 1-3 O povo no cativeiro sente saudades de Sião, e não consegue cantar com alegria no cativeiro na Babilônia 4-6 Para eles, seria uma grande traição esquecerem-se de Jerusalém 7-9 Eles pedem vingança contra os povos envolvidos na sua queda, especificamente contra: Edom (veja Obadias 11-14; Ezequiel 25:12-14) A Babilônia, a nação usada por Deus para castigar Judá. Foram excessivamente cruéis em cumprir essa tarefa, e Deus os castigou por isso (veja Jeremias 50-51; Habacuque 2)
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