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	<title> &#187; Ciro Zibordi</title>
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		<title>Minhas meditações diárias: Cristianismo verdadeiramente Cristão</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 15:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Assembléia de Deus Parque Ribeirão Preto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciro Zibordi]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa madrugada, por graça de Deus — não é sempre que faço isso, pois prefiro as manhãs para meditar —,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address>
<p style="text-align: center;"><a href="http://adparqueribeiraopreto.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Samaritano.gif" rel="lightbox[784]" title="Samaritano"><img class="size-medium wp-image-785  aligncenter" title="Samaritano" src="http://adparqueribeiraopreto.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Samaritano-250x300.gif" alt="" width="250" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nessa madrugada, por graça de Deus — não é sempre que  faço isso, pois prefiro as manhãs para meditar —, reli, em oração,  Hebreus 13 nas versões <em>Almeida Revista e Atualizada</em> (ARA) e <em>Almeida  Revista e Corrigida</em></p>
<p>(ARC), minhas versões preferidas em língua  portuguesa. Meu objetivo não era fazer uma exegese do texto, e sim uma  leitura devocional, em meditação.</p></address>
<p style="text-align: justify;">Se fizermos uma análise  versículo por versículo, frase por frase, palavra por palavra, de  Hebreus 13, teremos, sem exagero, uma manancial, um tesouro, à nossa  disposição. Arrisco-me a dizer que esse único capítulo é o suficiente  para a preparação de um livro contendo, pelo menos, dez mensagens  repletas de lições para a vida cristã com muitos pormenores.</p>
<p>Mas,  neste artigo, gostaria apenas de apresentar uma reflexão a respeito de <strong>seis  coisas que os seguidores do cristianismo verdadeiramente cristão não  podem esquecer ou ignorar </strong>— e todas elas estão em Hebreus 13.</p>
<p><strong>Hospitalidade  (v.2). </strong>O autor de Hebreus assevera que não devemos nos  esquecer da hospitalidade. E ele menciona uma razão para fazermos isso:  “alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos” (ARA). Pense no que  significa ser hospitaleiro. Tratar bem os amigos é fácil. E, quando  temos de ser hospitaleiros com quem não conhecemos? Sofremos, ao fazer  isso. No entanto, Deus muitas vezes usa esse tipo de circunstância para  nos abençoar. Não foi isso que aconteceu com a viúva que ajudou Elias? E  o que dizer do personagem bíblico mais famoso do momento, Zaqueu? Já  imaginou se ele dissesse a Jesus: “Na minha casa, não! Minha mulher não  vai gostar de receber uma visita inesperada”?</p>
<p><strong>Presos  (v.3). </strong>Sejamos sinceros: Qual cristão, incluindo eu e você,  caro leitor, costuma se lembrar dos presos, dos encarcerados? Alguém se  lembra do maníaco do parque, que estuprou e matou inúmeras jovens? E  daquela jovem paulistana que planejou e executou o assassinato dos pais?  Posso ser sincero? Quando eu me lembro desses presos “famosos” (na  verdade, afamados), não lhes desejo, no meu íntimo, boas coisas. Mas o  texto bíblico de Hebreus 13 diz: “Lembrai-vos dos encarcerados, como se  presos com eles” (ARA). Meu Deus, que difícil recomendação da sua  Palavra! Como eu preciso melhorar!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-784"></span></p>
<p><strong>Maltratados (v.3). </strong>A  ARC diz “Lembrai-vos dos&#8230; maltratados”, e a ARA: “Lembrai-vos&#8230; dos  que sofrem maus tratos”. E acrescenta: “como se, com efeito, vós mesmos  em pessoa fôsseis os maltratados”. Gostamos de lembrar apenas de coisas  boas, que nos trazem satisfação. Ninguém gosta de lembrar, por exemplo,  de um morador de rua, maltratado pela vida ou pelas más escolhas que  fez. Os espíritas dizem: “Ele está sofrendo, mas é o seu karma”. E  alguns evangélicos, conquanto iluminados pelo Espírito, se dão ao luxo  de afirmar, sem nenhuma compaixão: “Deus sabe por que esse homem está  sofrendo; trata-se de um miserável pecador, um vaso da ira”. Ah, como o  nosso cristianismo seria realmente cristão se aprendêssemos a ser “bons  samaritanos”!</p>
<p><strong>Pastores (v.7). </strong>Nunca os pastores  foram tão desrespeitados. Hoje, ser pastor não significa muita coisa,  sobretudo na blogosfera em parte cristã! É claro que há falsos obreiros,  aos quais convém mesmo “tapar a boca” ou refutar segundo a Bíblia (Tt  1.10,11). Mas não são muitos os cristãos que atentam para a seguinte  recomendação: “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a  palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de  viver” (ARC). Esse respeito aos pastores (“guias”, ARA) não é por causa  do título que eles possuem, e sim porque foram chamados e ungidos pelo  Senhor. E quem se levanta contra eles — no caso dos verdadeiros, é claro  — está se levantando contra quem?</p>
<p><strong>Beneficência (v.16). </strong>O  texto diz: “E não vos esqueçais da beneficência” (ARC). Beneficência é o  amor em ação; é a prática do bem. Afinal, o amor só é amor quando em  ação. Se alguém diz “Eu amo a Palavra”, mas nunca medita nela, que tipo  de amor é esse? Por isso, o salmista, ao falar do seu amor para com a  Lei do Senhor, afirmou que ela era a sua meditação em todo o dia (Sl  119.97). E o que dizer do amor a Deus e ao próximo? E o que dizer do  amor aos inimigos? A Bíblia não diz que devemos fazer bem a todos? Essa  última pergunta é retórica; traz em si mesma a resposta de que devemos  amar e fazer o bem (amor em ação) até aos nossos inimigos (Rm 12.20).  Estamos dispostos a isso? Ou queremos vê-los arrasados, prostrados,  enquanto cantamos: “Tem sabor de mel, tem sabor de mel, a minha vitória  hoje tem sabor de mel”?</p>
<p><strong>Comunicação (v.16). </strong>“Não  negligencieis igualmente&#8230; a mútua cooperação” (ARA), diz o autor de  Hebreus. E acrescenta que Deus se compraz com esse tipo de sacrifício.  Ser um cooperador, um ajudador, alguém que comunica alguma coisa a  alguém, seja um dom espiritual, seja uma ajuda material, significa se  sacrificar pelo próximo! Mas, quem hoje está disposto a sofrer, a se  sacrificar, por alguém que não seja um parente, como filhos, netos,  esposa, pais?</p>
<p>Enfim, correr atrás de trio elétrico dizendo que  está evangelizando os foliões é fácil. Escrever belos textos para a  blogosfera em parte cristã, pelos quais expomos o nosso pensamento e  refutamos isso e aquilo, também não é tão difícil. Mas, e viver o  cristianismo verdadeiro, o cristianismo realmente cristão, que não se  esquece da hospitalidade, dos encarcerados, dos maltratados, dos  pastores, da beneficência e da mútua cooperação?</p>
<p>Lamento, mas o  cristianismo realmente cristão é para quem deseja ter a Bíblia como a  sua regra de fé, de prática e de vida. E é isso que eu desejo, embora  reconheça, humildemente, que ainda não o tenha alcançado&#8230;</p>
<p>Em  Cristo,</p>
<p><strong>Ciro  Sanches Zibordi</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>acesse:<a href="http://cirozibordi.blogspot.com" target="_blank"> </a></strong><a href="http://cirozibordi.blogspot.com" target="_blank">http://cirozibordi.blogspot.com</a></p>
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		<title>Por que nem todos os pecadores são salvos, se o Senhor Jesus é o Salvador de todos os homens?</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 12:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Assembléia de Deus Parque Ribeirão Preto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciro Zibordi]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[Salvos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Senhor Jesus foi crucificado entre dois malfeitores. Até se encontrarem com Ele, na cruz, ambos eram iguais em tudo:...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://adparqueribeiraopreto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Cruz.gif" rel="lightbox[696]" title="Cruz"><img class="aligncenter size-medium wp-image-695" title="Cruz" src="http://adparqueribeiraopreto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Cruz-300x209.gif" alt="" width="300" height="209" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Senhor Jesus foi crucificado entre dois malfeitores. Até se encontrarem com Ele, na cruz, ambos eram iguais em tudo: pecadores e perdidos. Mas, depois desse glorioso encontro, um deles ouviu do Salvador do mundo: <strong>“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”</strong> (Lc 23.43). Por que somente um deles foi salvo, se ambos eram pecadores igualmente perdidos?</p>
<p>Naquelas duas cruzes, uma à direita e outra à esquerda de Jesus, vemos representados os dois grupos de pecadores que há no mundo. Aliás, o próprio Deus divide a humanidade de acordo com a decisão que cada indivíduo toma ante a pregação da sua Palavra (Dt 30.19; Mt 7.13,14). Esses dois tipos de pecadores também estarão na eternidade: os que escolheram a vida e os que a morte escolheram (Jo 5.24; Lc 16.19-31).</p>
<p>O que aqueles dois malfeitores crucificados tinham em comum? Quase tudo. Nenhum era melhor do que o outro. Nenhum deles nasceu em condição privilegiada. Ambos nasceram em pecado, perdidos (Rm 3.23; 5.12); ambos tiveram o mesmo comportamento até a cruz (Mt 27.41-44; Mc 15.32); e ambos ouviram as mesmas palavras de Jesus proferidas sobre o madeiro, pois o Senhor morreu antes deles (Jo 19.31-36).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-696"></span><br />
Quais foram as palavras do Salvador, na cruz? Elas eram suficientes para que alguém, por meio delas, desejasse a salvação? Claro que sim! Dependurado entre o céu e a terra, o Cordeiro de Deus — de acordo com Lucas 23.33-43, João 19.25-30 e passagens correlatas — (a) <em>proferiu palavras de perdão</em> a seus inimigos e (b)<em> intercedeu</em> ao Pai por eles, (c) <em>consolou</em> sua mãe, (d) <em>clamou</em> ao Pai, (e) <em>pediu</em> água, (f) <em>proferiu palavras de vitória</em>, (g) <em>expressou contentamento </em>e (h) <em>profetizou a salvação</em> de um dos malfeitores crucificados.</p>
<p>Como reagiu o malfeitor que morreu perdido, ante as palavras do Salvador do mundo proferidas na cruz? Ele (a) <em>blasfemava</em> — diferentemente do outro, que blasfemou, no início, mas depois se arrependeu (Mt 12.31,33) — e (b) <em>zombava</em> (e de Deus não se zomba [Gl 6.7, ARA]), dizendo: <strong>“Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós”</strong> (Lc 23.39).</p>
<p>Mas, como reagiu o malfeitor que, por fim, ouviu palavras de salvação? Ele demonstrou, mesmo sendo pecador e perdido até aquele momento, que (a) <em>tinha temor de Deus</em> e (b) <em>estava arrependido</em> dos seus pecados, ao repreender o seu colega de vida pecaminosa: <strong>“Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez”</strong> (Lc 23.40,41).</p>
<p>Nas palavras acima, vemos também que o malfeitor salvo (c) <em>reconheceu a justiça e a santidade do Senhor Jesus</em>. Além disso, ele (d) <em>expressou claramente o seu desejo de ser salvo</em>, bem como (e) <em>reconheceu o senhorio e a realeza do Salvador do mundo</em>: <strong>“Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino”</strong> (Lc 23.42).</p>
<p>Até a cruz, os dois malfeitores estavam perdidos. Estavam na mesma condição. Um não era melhor do que outro perante Deus e a sociedade. Mas apenas um creu nas palavras do Salvador e foi salvo instantaneamente por Ele (Rm 10.9,10; At 16.31; 2 Co 5.17). Glória a Deus!</p>
<p>Portanto, preguemos o Evangelho a todos os pecadores, para que <strong>“todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”</strong> (Jo 3.16). Afinal, como diz a Palavra de Deus, o Senhor Jesus é o <strong>“Salvador do mundo”</strong> (Jo 4.42), o <strong>“Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis”</strong> (1 Tm 4.10)<strong>*</strong>.</p>
<p><strong>*</strong> <em>Gordon D. Fee escreveu acerca de 1 Timóteo 4.10</em>: “<strong>Deus&#8230; é o salvador de todos os homens</strong> no mesmo sentido em que Cristo se deu a si mesmo em resgate por todos (2:6). Nenhuma das sentenças afirma que todas as pessoas serão deveras salvas” (<em>Novo Comentário Bíblico Contemporâneo</em>, Editora Vida, p.122).</p>
<p>Em Cristo,</p>
<p><strong>Ciro Sanches Zibordi</strong></p>
<p style="text-align: justify;">http://cirozibordi.blogspot.com</p>
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		</item>
		<item>
		<title>É possível perder a salvação, se ela nos foi concedida pela graça de Deus? (3)</title>
		<link>http://adparqueribeiraopreto.com.br/2009/08/e-possivel-perder-a-salvacao-se-ela-nos-foi-concedida-pela-graca-de-deus-3/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 13:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Assembléia de Deus Parque Ribeirão Preto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciro Zibordi]]></category>
		<category><![CDATA[Pecado]]></category>

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		<description><![CDATA[Leonardo Bruno Galdino disse: Pr. Ciro, sinceramente, a posição defendida pelo irmão faz com que a expiação de Cristo seja...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"><span style="COLOR: #3366ff; FONT-WEIGHT: bold"><a href="http://adparqueribeiraopreto.com.br/wp-content/uploads/2009/08/predestinacao.jpg" rel="lightbox[234]" title="predestinacao"><img class="aligncenter size-medium wp-image-58" title="predestinacao" src="http://adparqueribeiraopreto.com.br/wp-content/uploads/2009/08/predestinacao-300x284.jpg" alt="predestinacao" width="300" height="284" /></a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"><span style="COLOR: #3366ff; FONT-WEIGHT: bold">Leonardo Bruno Galdino disse:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="COLOR: #3366ff">Pr. Ciro, sinceramente, a posição defendida pelo irmão faz com que a expiação de Cristo seja insuficiente para salvar, porque, se um crente pode perder a salvação, esta depende, em última instância, do próprio pecador, o que é um insulto à Soteriologia Bíblica. A doutrina da &#8220;insegurança da salvação&#8221;, que é a que o irmão parece defender, além de Pelagiana (e “Semi-pelagiana”, também) não tem nenhum respaldo das Escrituras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="COLOR: #3366ff">Não consigo imaginar Jesus dizendo que suas VERDADEIRAS ovelhas poderiam se perder. Ao contrário, ele diz que elas ouvem a voz do seu pastor (Jo 10.3ss). Também não consigo imaginar Paulo dizendo coisas do tipo: “estou em dúvida se Deus vai guardar o meu depósito até àquele Dia mesmo. Sei lá” (cf.2Tm 1.12). Judas diz que Deus “é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória” (Jd v.24).</span></p>
<p><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"><span id="more-234"></span></span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">A posição que eu defendo está baseada na Bíblia. </span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">No Juízo Final, <span style="FONT-WEIGHT: bold">cada ímpio será condenado “segundo as suas obras”</span><span style="FONT-WEIGHT: bold"> (Ap 20.12)</span>. O sangue de Jesus não será suficiente para salvá-los da condenação? Por que eles serão condenados? Por rejeitarem o Senhor Jesus e a sua obra vicária. Como? Mediante a permanência em obras carnais (1 Co 6.9,10; Gl 5.16-21), quer antes, quer depois de terem conhecido o Senhor Jesus (Hb 6.4-6; 2 Pe 2.20-22).</span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"></span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"></span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%; FONT-WEIGHT: bold">“conservai a vós mesmos na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (v.21).</span><br />
<span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"><br />
</span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">O Senhor não teve prazer em tirar de Esaú o seu direito à primogenitura, mas este foi profano e perdeu-a (Hb 12.16). Por isso, no próprio livro de Hebreus há recomendações <span style="FONT-WEIGHT: bold">para os salvos</span> como: </span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">“Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, <span style="FONT-WEIGHT: bold">muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus</span>” (12.25) e </span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">“Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo&#8230; <span style="FONT-WEIGHT: bold">para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado</span>” (3.12,13).</span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"></span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">“em Cristo”</span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">: Ef 2.1-6); <span style="FONT-STYLE: italic">progressivo</span>, no presente (a nossa parte, como salvos: Hb 12.14); e <span style="FONT-STYLE: italic">perfectivo</span>, no futuro (a nossa glorificação: Rm 13.11).</span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">“ignorantes”</span> <span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">pentecostais ou assembleianos. Estes, em geral, são considerados, por boa parte dos predestinalistas, uma classe inferior e ignorante (os pobres arminianos), detentora de uma argumentação </span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">“fraquinha”</span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"> a respeito da soteriologia&#8230; Não é isso que se lê em muitos debates na Internet? Por isso, não se indigne com o emprego, repito, didático do termo </span><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%">“predestinalista”.</span><br />
<span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"><br />
Finalmente, não estou aberto a debates, mas posso conversar com o irmão, se desejar. Nos debates sobre esse assunto (há muitos na grande rede) vejo que um quer mostrar que sabe mais que o outro, numa sequência sem fim. E esse não é o meu objetivo. Creio que o melhor caminho é o da convergência, a fim de que prevaleça a Palavra de Deus, e não o meu ou o seu pensamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="COLOR: #3366ff">O irmão ainda se refere aos reformados como “predestinalistas”, termo esse, ao meu ver, um pouco pejorativo. Não sou calvinólatra, muito menos qualquer outro adjetivo escuso que pessoas de outras persuasões gostam de nos tachar. Apenas reconheço na teologia desse grande reformador uma expressão fidedigna dos ensinos da Palavra. Recomendo ao irmão que leia obras como <span style="FONT-STYLE: italic">Por quem Cristo morreu</span>, de John Owen (Ed. PES), ou mesmo <span style="FONT-STYLE: italic">As Institutas</span>, de Calvino, bem como qualquer de seus comentários bíblicos (Ed. Fiel) para que o irmão procure qualquer brecha hermenêutica tendenciosa nesses escritos. Acho que me alonguei demais. Estou aberto a debates, se o irmão quiser. Um grande abraço!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="FONT-WEIGHT: bold">Minha resposta:</span></p>
<p style="text-align: justify;">Caro Leonardo Bruno Galdino,</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que a expiação de Cristo é suficiente para salvar o pecador, mas isso não exclui a sua responsabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O seu raciocínio, aparentemente lógico, é simplista, posto que o irmão afirma: “se um crente pode perder a salvação, esta depende, em última instância, do próprio pecador”. É óbvio que eu não defendo isso! A segurança da salvação depende inteiramente da confiança na suficiência da graça de Deus (Jo 15.1ss; 10.27,28).</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não se esqueça, caro irmão, de que o crente salvo pela graça deve andar em boas obras (Ef 2.8-10; 2 Pe 1.5-9; Cl 3.1ss). E estas obras nos acompanharão, não apenas para efeito de galardão (Ap 14.13; 3.5,11). <span style="FONT-WEIGHT: bold">Os salvos que cometem obras carnais e nelas permanecem “não herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9-11; Gl 5.21)</span>.</p>
<p style="text-align: justify;">Insulta-se a soteriologia bíblica quando se despreza o que as Escrituras dizem, interpretando-a à luz do predestinalismo. Isso, sim, é um ultraje, além de não ter o abono da Palavra de Deus. Mas afirmar que o crente, apesar de seguro em Cristo, pode vir a perder essa segurança, caso deixe de estar em Cristo por causa de seus desvios, é totalmente bíblico! <span style="FONT-WEIGHT: bold">Textos como Hebreus 6.4-6, 2 Pedro 2.20-22 e Apocalipse 3.5 são claros quanto à possibilidade de perda de salvação</span>.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, como o irmão, eu também não consigo imaginar Jesus dizendo que as suas verdadeiras ovelhas se perderão. No entanto, se estas apostatarem da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1 Tm 4.1), bem como negarem aquEle que as resgatou (2 Pe 2.1) e caírem (Hb 6.6), com certeza perderão a preciosa salvação, tendo os seus nomes apagados do livro da vida (Ap 3.5, ARA).</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo disse que Deus guardaria o seu depósito (2 Tm 1.12) porque Ele de fato combatia o bom combate e guardava a fé (2 Tm 4.7,8). No entanto, ele também disse a Timóteo: “&#8230; guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência; a qual professando-a alguns, se desviaram da fé” (1 Tm 6.20,21). Observe como <span style="FONT-WEIGHT: bold">Paulo temia que o obreiro Timóteo, salvo em Cristo, pudesse se desviar da fé, à semelhança de “alguns”!</span></p>
<p style="text-align: justify;">Deus é, sem dúvidas, poderoso para nos guardar de tropeçar, a fim de apresentar-nos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória (Jd v.24). Mas Ele guarda os vigilantes e perseverantes (Mt 24.13,42-44; Lc 21.36; 1 Co 15.1,2). Na própria Epístola de Judas, a Palavra de Deus assevera:</p>
<p style="text-align: justify;">É importante confrontar todas as referências acima (que mencionam <span style="FONT-WEIGHT: bold">claramente</span> a possibilidade de o salvo desviar-se, além de seu coração se tornar duro, infiel e mal) com a falácia predestinalista de que Deus põe no coração dos eleitos a santidade, e isso é o bastante. <span style="FONT-WEIGHT: bold">O salvo não é um robô ou um ser autômato! </span>Biblicamente, a santificação possui três aspectos: <span style="FONT-STYLE: italic">posicional</span>, no passado (</p>
<p style="text-align: justify;">Outrossim, eu não me refiro aos reformados como predestinalistas. Eu me refiro aos predestinalistas como tais. Por que emprego esse adjetivo? Porque não sou inimigo de Calvino. Reconheço o que há de positivo na obra desse grande, mas falível — e infidedigno, por conseguinte — reformador (1 Pe 1.24,25). Por outro lado, eu também não me considero arminiano, haja vista reconhecer os desvios de Armínio. Não é pejorativa a minha adjetivação, e sim didática. Quem são os predestinalistas? Os que defendem aqueles cinco pontos “irrefutáveis” do calvinismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Agradeço-lhe pela indicação das aludidas obras. <span style="FONT-STYLE: italic">As Institutas</span> e a Editora Fiel eu conheço muito bem. Mas, em vez de eu procurar “qualquer brecha hermenêutica tendenciosa nesses escritos”, prefiro seguir à recomendação bíblica: “julgai todas as cousas, retende o que é bom” (1 Ts 5.21, ARA).</p>
<p style="text-align: justify;">O irmão não se alongou, não. Foi sucinto e objetivo. E um pouco enérgico — o que é uma reação comum dos predestinalistas (sem nenhuma pejoratividade) que são, de alguma forma, contrariados pelos</p>
<p>Um grande abraço para o irmão também!</p>
<p><span style="FONT-WEIGHT: bold">Ciro Sanches Zibordi</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="FONT-FAMILY: arial; COLOR: #006600; FONT-SIZE: 130%"><span style="FONT-WEIGHT: bold"><a href="http://cirozibordi.blogspot.com">http://cirozibordi.blogspot.com</a></span></span></p>
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