Tirando Forças da Fraqueza
José tinha sonhos e visões que o levavam a um futuro grandioso, com reflexos diretos sobre toda a casa de seu pai Jacó e da nação de Israel (Gn 37.5). Mas, ao invés de guardar consigo, José punha-se a contar os sonhos a seus irmãos já entristecidos. No primeiro sonho, viu-se José com todos os seus irmãos no campo, atando molhos, quando os molhos de seus irmãos rodeiam e inclinam-se diante de seu molho.
Tivesse guardado o sonho, os irmãos não o teriam aborrecido ainda mais. Cremos, porém, ter o relato do sonho contribuído para o plano de Deus na vida de José.
O segundo sonho, ainda mais abrangente que o primeiro, dá-nos uma visão de seu cumprimento em relação a toda a nação de Israel. Agora, é o Sol, a Lua e onze estrelas que se curvam a José. O próprio Jacó repreendeu o filho. “Que sonho é este que sonhaste? Porventura viremos eu e tua mãe e teus irmãos inclinarmos perante ti em terra? Seus irmãos o invejavam; seu pai, porém, guardava este negócio no seu coração.” Jacó achou impossível ter cumprimento aquele sonho do jovem José.
Certa vez, li em um muro as seguintes palavras: “Não se pode apagar um sonho”. Era apenas uma pichação, mas nunca me esqueci daquela frase. Acrescento, entretanto, que os únicos sonhos que nunca se apagam, são aqueles dados por Deus e que Ele, pessoalmente, incumbe-se de cumpri-los no devido tempo.
Foi o Espírito de Deus que fez com que Jacó pensasse nos sonhos de seu filho obediente e guardasse no coração todas as palavras de José. Enquanto isso, a inveja dos irmãos aumentava. Eram sonhos que incomodavam a Rubem, Simeão, Levi, Judá e os demais irmãos. Quem não sonha com bênçãos de Deus, não tem motivos para incomodar a ninguém. Vejam que os apóstolos, especialmente Pedro e João, só experimentaram a perseguição quando, usados por Deus, ordenaram a cura do coxo na Porta Formosa. Quando começaram a incomodar, chegou a hora de guardá-los na prisão. O sonho de José era um sonho de liderança. Não eram frutos de “barriga cheia”, mas de uma visão profética da parte do Senhor Jeová. Queira o Espírito Santo que todos tenhamos sonhos que visem à glória de Jesus, à edificação da igreja e ao preparo da noiva para o arrebatamento. O sonho de José estava de acordo com a instrução mosaica: “O Senhor te porá por cabeça, e não por cauda…”(Dt 28.13).
É preciso sonhar, possuir anelos, alimentar as esperanças. O homem que não sonha, perdeu o sentido da vida. Enquanto vivermos, é interessante que sonhemos e anelemos a glória do reino de Deus na terra e um gozo indizível nas mansões celestiais.
No entanto, mesmo com as considerações a favor de José, devemos aprender que não é bom alardear nossos sonhos. José, talvez por estar na fase da adolescência, demonstrou precipitação e imaturidade em relatar aqueles sonhos a seus irmãos. O propósito de Deus ao revelar os sonhos a José era prepará-lo para seu espinhoso futuro, e não para que isso lhe fosse motivo de exaltação sobre seus irmãos.
Seu pai Jacó, homem de freqüentes visões de Deus em sua vida, “guardava esse negócio no seu coração” (Gn 37.11), mas os irmãos não suportavam ouvir sonhos que colocavam José em posição de destaque.
Tiremos algumas lições disso para nós. Devemos ser cautelosos e manter segredos sobre alguns sonhos que temos, pois o cumprimento poderá ser ainda longe e, estando somente em nosso coração, não levantamos provocações de outros. Que o nosso sonho seja de exclusivo conhecimento de Deus!
Trecho do Livro: Tirando Forças da Fraqueza
Escritor: Pr. Osmar Balmant (Pastor da Congregação do Planalto Verde da Assembléia de Deus de Ribeirão Preto)
Acesse: www.balmant.com.br
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Pr. Antônio Silva Santana








